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Campanhas eleitorais nas redes e nas ruas - Ponto de Vista Semanal - Frei José Fernandes, OP


Ontem, domingo, 16 de agosto, em todo o território nacional deu-se a largada oficial das campanhas para as próximas eleições ou reeleições, nos respectivos berços eleitorais dos candidatos; se bem que – cá entre nós – já vinham fazendo campanha há vários meses! Candidatos e candidatas da base e da oposição preparam diferentes estratégias para as redes digitais e as ruas, inclusive utilizando a Inteligência Artificial. Poucos apresentarão programas consistentes. Parece-me que já andou pintando novamente possibilidades de simulação de facadas! Fiquemos atentos e atentas para o montão de artimanhas que são capazes de aprontar! Trata-se de um tabuleiro – conforme escreve Cileide Alves na edição deste último final de semana no Jornal O Popular: “um tabuleiro onde o peso do passado e os desafios da modernidade se encontram em rota de colisão”.


De um lado, temos quem está à cassa de votos e, para parte desses e dessas, a cassa será na base do “vale tudo” ou quase tudo, inclusive compra de votos e; de outro lado estamos nós eleitores e eleitoras, que devemos questionar – se possível diretamente ao nosso candidato ou candidata – sobre a vida e o passado dele ou dela, qual é o plano que ele ou ela tem para, se for eleito ou eleita, colocar em prática, por exemplo: a favor ou contra o orçamento secreto; o que pensa sobre o orçamento participativo; sobre o respeito às decisões dos conselhos de políticas públicas; qual é a posição em relação aos sem-terra e sem-moradia em suas lutas; quais as propostas concretas para combater a intolerância religiosa, a violência contra as mulheres e as pessoas que vivem em situação de rua; quais as propostas concretas para incentivar a agricultura familiar com alimentos saudáveis e cuidado com a natureza, etc.


Gosto muito do texto escrito pelo meu amigo teólogo Fernando Altemeyer, intitulado “dez mandamentos do eleitor, da eleitora consciente”. Hoje vamos apreciar o primeiro desses dez mandamentos, que é: “Gato escaldado de água quente tem medo de água fria”. Ele escreve sobre a importância de conhecermos o passado e a biografia completa do candidato, da candidata e a trajetória do Partido na defesa das causas populares, da justiça social contra a opressão dos pobres. Fernando afirma também: “o preço do gás, do pão e da passagem de ônibus são sempre decisões políticas”.


Ele diz: “votar em quem defende tortura, armas, pena de morte e foi ou é contra vacina é ser conivente com criminosos e milicianos. Sujar seu voto e sua vida pode destruir sua família e até sua cidade. Quem defende a tortura precisa ser preso. Se o candidato esconde o nome do Partido é gente sem compromisso. Se é corrupto, corrupta merece processo e nunca um voto”. Altemeyer conclui afirmando que “se você votar em corruptos e corruptas vai se tornar um deles, uma delas”.


Pessoalmente compartilho com a tese do franciscano cardeal arcebispo de Manaus, dom Leonardo, que defende “a renovação do Congresso e a eleição de políticos que representem os interesses dos pobres”. Afinal, a grande maioria do atual Congresso é inimiga do povo!



📻 📺 O “Ponto de Vista” é, originalmente, um programa de rádio, veiculado, às segundas-feiras de manhã, pela Rádio Difusora de Goiânia. Nas segundas à tarde, o programa fica disponível na


 
 
 

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